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[Estudo para Célula de Multiplicação] Quem é meu Pai – Parte Final

Texto Chave: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14:6-9)

Introdução: Saber quem é meu Pai é fundamental na caminhada com Cristo. Vimos no estudo passado que a falta do pai biológico faz que alguns não consigam se relacionar com Deus como Pai, tendo dificuldades de orar por não terem referência de paternidade.

Verdade Central: O problema da humanidade hoje é saber quem é seu pai

Meu pai pode ser aquele que eu escolhi para honrar ou aquele que eu escolhi para punir. Alguns escolhem uma pessoa para honrar como pai, porque não tiveram essa figura dentro de casa. O desejo não realizado de querer ter um pai biológico vivo, que os acompanhasse e desse instruções, fazem com que busquem essa figura de paternidade para prestar honra.

O que acontece muitas vezes é que diante dessa escolha, esses filhos que adotam alguém como figura de pai, honram muito e depois começam a semear desafeto. Isso porque procuram não apenas um pai para prestarem honra, mas também para descarregarem seus problemas.

Quando Jesus Se apresentou a Felipe como Pai, foi por entender que ele precisava descarregar seus problemas e desafetos pela falta de pai, pela dívida emocional que tinha. Felipe já sabia que Jesus era Senhor, Salvador, Redentor, mas precisava saber também que era Pai.

Jesus disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (Ma-teus 11:28-30). O que Jesus estava dizendo para aquele povo era que eles poderiam colocar sobre Ele todos os medos, inseguranças, hiatos psíquicos, traumas e tantas mazelas.

Você precisa saber se de fato quer um pai para honrar ou um pai para punir. Sabemos que toda doença emocional possui um mecanismo de defesa chamado transferência. Quando o indivíduo tem um problema emocional, procura uma vítima para puni-la. É como se fosse um desajuste de alma.

Pessoas punem pessoas. É por isso que talvez você tenha passado a vida inteira fazendo o bem a um enfermo emocional e, na primeira oportunidade, ele puniu você. Isso é uma doença generalizada que Felipe apresentou em João 14:8.

  1. Não abandone Jesus

O que Felipe estava dizendo a Jesus era que se mostrasse o Pai podia ir embora. Jesus já havia dito que era o Caminho, a Verdade e a Vida; havia dito que ninguém via o Pai, se não fosse através dEle. Talvez você se pergunte: como alguém pode despedir Jesus da sua vida? E eu respondo. Primeiro: Quando as as doenças emocionais são maiores que o propósito. Segundo: Quando o propósito de Deus se torna menor do que as enfermidades emocionais ou os desajustes psíquicos e que perturbam a alma e as emoções.

Jesus disse a Felipe que quem via o Pai via a Ele também – Eles eram UM. Felipe não precisava mandar Jesus embora só porque Ele supria suas necessidades psíquicas. E hoje pessoas ainda mandam mentores embora, pais biológicos embora, pais do coração embora das suas vidas, quando suas necessidades psíquicas são temporariamente supridas.

Felipe andava com Jesus o tempo todo. Havia sido liberto, curado por Jesus e contemplado Suas grandes obras que nenhum outro homem poderia fazer, mas, ainda assim, parecia não entender e não receber tudo o que estava acontecendo.

Jesus pode estar presente em muitas vidas, libertar, curar, e, ainda, assim, alguém não querer receber o que Ele está entregando. Vemos isso claramente na Cruz do Calvário, quando Jesus estava entre os dois ladrões, um que se arrependeu e o outro que zombava dEle.

Como alguém pode estar com o Libertador do seu lado, e em lugar de receber a libertação, a cura, a mudança, a paternidade, o direito, a legalidade, a legitimidade, o direito de entrar no Céu e zomba de Jesus dizendo que se Ele era o Cristo, que salvasse a Si mesmo.

O ladrão arrependido, reconheceu que eles mereciam ser crucificados, mas Jesus não. E mesmo sem poder olhar o rosto de Jesus, porque estava agonizando de dor, ainda assim, pediu que o Senhor lembrasse dele quando entrasse em Seu Reino. E Jesus disse a ele que no mesmo dia estariam juntos no Paraíso.

Jesus nunca negou a Sua paternidade, mesmo estando na Cruz, mesmo estando em dor, mesmo estando em sofrimento. Nós temos tudo para sermos uma geração liberta, curada, independente do nosso nível de dor. Jesus foi crucificado para sermos livres e vivemos uma vida de abundância.

Lembro de um professor que dizia que a Igreja era sintomática, como um hospital, uma comunidade de doentes. E dizia: “Há momentos que alguns estão em processo, outros estão em alta; outros internados”. E eu acrescento: Alguns ficam permanentemente doentes, porque não querem ser libertos e curados. Esse mesmo professor dizia que a Igreja também era um centro psicótico, com muitos enfermos de alma, e que se fechassem as portas e cada um começasse a dar o seu surto, virava um hospício. E é uma grande verdade! Como a Igreja precisa de cura e precisa entender o poder do Espírito Santo.

Quando eu ainda era aluno, fiz um voto com Deus de que envolveria nas ministrações que fizesse, libertação e cura para que a Igreja não viva sob esse estigma. Quero ver a Igreja de Cristo vivendo a liberdade que Jesus conquistou, até mesmo de paternidade.

Lembro-me de que ao começar a falar sobre Cura Interior na Igreja Batista que fazíamos parte, eu nem mesmo sabia como proceder diante do que acontecia. Como administrar a reação do povo? Mas fomos recebendo graça de Deus e Ele foi nos dando poder e autoridade para vencermos as nossas mazelas. Foi assim que fomos crescendo espiritualmente para estarmos mais próximos dAquele que nos libertou.

  1. Conheça a Verdade

A Igreja não pode viver como se estivesse envenenada e sem conhecer a Verdade que liberta, sem conhecer a paternidade do Senhor para ser curada e se tornar pai e mãe modelo para ser instrumento de cura nesta geração. A Igreja não pode viver em uma eterna disfunção emocional, como se não tivesse conhecimento de quem é seu Pai.

O propósito de caminhar com Jesus como melhor Amigo tem que ser suficiente para crermos que mesmo aquilo que ainda não temos, Ele nos acrescentará, e isso em todas as áreas. Nenhum problema, nenhuma dependência psicoemocional pode ser maior que o propósito de servir a Deus.

Você não elegeu a Deus como Pai para derramar os seus desafetos. Assim como o pai que Deus deu a você não é para punição, mas para você honrá-lo. A Igreja tem um Pai, ela não caminha sem paternidade, apesar de alguns não terem ainda descoberto essa grande verdade. Tudo o que precisamos é saber como nos comportar com o nosso Pai que nos ama, liberta, cura e restaura. Então viveremos seguros da Verdade que está em nós.

 

Quem e meu Pai – Parte Final

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